domingo, 8 de maio de 2011

Poema ao Domingo



Antes eu fugia de ti Domingo
Agora te espero como um anfitrião educado
Que não sabe em que horas dizer “se vá”

Sei que trazes consigo lembranças
Sei disso mesmo antes de eu possuir as minhas
Sei disso desde que ouvia as rememorações da avó,
Das vizinhas, das tias.

Também não me assusta seu eterno discurso sobre finitude
Que toda vida acaba e que toda mão se une  ao terço
Que o fim aguarda até  mesmo
quem  agora descansa no berço.

O que me desconforta Domingo é teu silêncio, tua passividade
Porque quase tudo o que sei é brigar com leões,
Nasci com esse destino e tu vens deles me apartar
Me solta maldito Domingo que eu quero lutar ...

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